Vincent


Gênero: Monólogo
Classificação: Livre

Van Gogh está de volta

Depois de dois anos fora dos tablados de Belo Horizonte, Vincent está de volta. O solo do ator e diretor Jefferson da Fonseca, produzido pela Querida Companhia de Teatro, foi levado ao palco pela primeira vez em 1995. Daquele ano em diante, foram duas décadas ininterruptas de salas convencionais e espaços alternativos, em paisagens diversas do Brasil. Vincent, que, agora, ganha o subtítulo Um solo de amor.

Novas cores e nuances, caracterização, e releitura dos textos de Van Gogh, Antonin Artaud e Shakespeare, são o que pode ser destacado na nova versão de Vincent. São mais de 20 anos desde as primeiras leituras das quase mil cartas de Van Gogh. É natural que, em novo tempo, tomados de muitas outras motivações, a gente reveja o que criamos. A mudança mais significativa é o menor peso dramático na concepção. Hoje, entendemos um pouco melhor a poesia, a provocação e as cores de Vincent. O tanto que tudo isso nos afeta. A melancolia, antes aos montes, de doer, continua, em outros lugares, porém, em outra proporção, diz Jefferson.

Vincent – Um solo de amor é um espetáculo centrado na força da palavra e do ator. Inspirado em algumas das muitas cartas do pintor holandês, o texto traz à cena um ser humano rude, apaixonado e solitário, que fala de Deus, amor e liberdade. Em tempos dos mais conturbados de toda a sua vida - abatido pela miséria, mergulhado na literatura e na filosofia e de relações cortadas com a família -, Vincent buscava a reconciliação com seu protetor e mais leal amigo: o irmão Theo.

Em 20 anos de carreira (1995-2015), Vincent foi destaque em festivais nacionais de São Paulo (Franca e Piracicaba) e Paraná (Curitiba). E, por meio da Planeta Produções, em parceria com a Fundação Belgo-Mineira, a montagem percorreu o interior do Espírito Santo e Minas Gerais. Também foi atração para grupos de psiquiatria em Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo. O espetáculo foi criado por Jefferson da Fonseca, com a supervisão geral do crítico, professor e diretor teatral Marcello Castilho Avellar (1961-2011).

Ao longo de mais de 20 anos, Vincent esteve em bares, galpões e teatros de formatos diversos. Em todos esses espaços, buscou investigar o que seria a forma ideal para que a relação palco-plateia pudesse ali se realizar plenamente, o que acabou permitindo a seus criadores o acúmulo de soluções cênicas que se destacam na obra. Soma-se a isso a importância do debate presente no próprio texto, que trata da arte, de Deus, de amor, do artista e da liberdade.

FICHA TÉCNICA
Textos:
VINCENT VAN GOGH
WILLIAM SHAKESPEARE

Roteiro e Direção:
JEFFERSON DA FONSECA
MARCELLO CASTILHO AVELLAR

Arte, Figurino e Fotografia:
ANA CÂNDIDA CARDOSO

Iluminação:
CÁSSIO PINHEIRO

Produção:
QUERIDA COMPANHIA DE TEATRO
PAULA SÁ E TERESA BORGES